Você sabe o que é

GIARDIA

e como evitá-la?

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Dicas importantes para evitar a Giardia em cães, gatos e humanos

 

Expor o seu amigo de patas a locais com grande presença de animais e até

a própria convivência com os companheiros de moradia no mesmo local, pode colocá-lo

em risco a diversas infecções. Uma das mais

comuns é a giardíase, causada pelo protozoário Giardia lamblia.

 

A doença pode ser transmitida do animal para o homem e vice-versa, por isso é considerada

uma zoonose pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O contágio ocorre quando há a

ingestão de água ou alimentos contaminados pelos cistos (“ovos”) do protozoário.

Os cistos também podem ser encontrados nos pelos dos animais.

 

A giardíase é uma doença muito comum. Seus principais sintomas são diarreia, fezes

pastosas e fétidas, vômitos, dor abdominal, desidratação e perda de peso. Alguns casos

mais graves podem levar o animal ao óbito.

 

Em função do tipo de sintomas, a infecção pode ser confundida com outras enfermidades intestinais e tratada de maneira incorreta. Então, se faz necessário que a  identifiquemos

o quanto antes,  e tomemos precauções para prevenir a sua manifestação.

 

Sugerimos alguns cuidados:

 

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           Limpeza e higiene no ambiente de convivência do animal.

 

A giardíase se torna mais difícil de ser combatida pela reinfecção do animal. Se seu animal já está com o protozoário e liberar um cisto pelas fezes, ao se lamber, ele pode contrair novamente a doença. Por isso, é importante a limpeza das fezes assim que o animal a expelir. Em seguida, limpe o local com amônia quaternária, que auxilia a matar o parasita no ambiente. É muito importante que os ambientes onde o animal vive e se alimenta estejam sempre limpos.

 

 

           Exames de fezes de rotina

 

É comum veterinários recomendarem a vermifugação do animal a cada seis meses ou uma vez ao ano, no entanto, esse procedimento em excesso pode facilitar o aparecimento dos sintomas da giardíase, pois o animal elimina juntamente com os vermes, alguns protetores de sua flora intestinal. O mais indicado a fazer é exame coprológico (exame de fezes) a cada seis meses e repeti-lo após quinze dias, para verificar a saúde intestinal do animal. Caso seja encontrado algum parasita, aí sim a recomendação é utilizar a medicação específica para tratar aquela doença.

 

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         Lavar as mãos e limpar os pés

 

É muito comum chegarmos em nossa casa, partirmos imediatamente para acariciamos o nosso animal de estimação. Porém, nós também podemos passar doenças para eles. Em nosso dia a dia, as nossas mãos tocam em dinheiro, em corrimões e em tantas outras coisas que podem estar contaminadas, mesmo que imperceptíveis aos nossos olhos... Sendo assim, a primeira providência a fazer ao chegar em casa é lavarmos as nossas mãos para evitar a contaminação de todos os seres que lá habitam. É recomendável também tirar os sapatos ao entrarmos em casa, pois é comum os animais lamberem o chão, e podemos trazer inúmeras sujeiras em nossos sapatos sem que saibamos. Então, ao chegar, troque o sapato por um chinelo limpo para evitar qualquer possibilidade de contaminação.

 

 

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           Vacinação

 

Uma forma eficiente para proteger o animal da giardíase é a vacina. Mesmo existindo tratamentos disponíveis, as reinfecções são frequentes na maioria dos casos, pois os protozoários eliminados nas fezes podem contaminar novamente o ambiente e causar nova infecção. As duas primeiras doses devem ser dadas quando o animal ainda é filhote e, posteriormente quando adulto, uma dose anual.

 

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Os humanos também podem ser contaminados

 

Estudos científicos revelam que uma em cada cinco crianças brasileiras em fase pré-escolar (de 2 a 6 anos) apresentam infecção por giardíase. Em creches, a frequência da doença chega a atingir mais da metade das crianças, devido ao uso de água não fervida e não filtrada, sendo a giardíase a principal infecção intestinal detectada nestes estabelecimentos.

A lavagem das mãos apenas com água, sem a utilização de sabão ou limpeza com álcool gel também é um fator de risco para a infecção. Vale lembrar que os cistos de giárdia e de outros parasitas podem ser encontrados em águas de esgoto, tanto tratado como não tratado.

O tratamento da giardíase pode ser demorado e caro. Muitas vezes uma única medicação não é suficiente para resolver a doença. Por isso, a prevenção ainda é o mais indicado.